Você sabe o que é um Minoshiro?
Resumindo, sabendo exatamente o que é ou não, entende-se que você morre ao chegar perto de um. E é datado como algo que os figurões da vila, e supostamente do resto desse mundo, avisem às pessoas para terem cautela com. Se os minoshiros são simples animais que representam o teste de alguns imperadores para ver se as pessoas irão obedecer, eu não me surpreenderia. Ou seja, caso as pessoas “desobedeçam às precauções” é porque estarão com o pensamento além do controle das pessoas que mandam nesse mundo. Assim, a “punição” por parte de algum meio “divino” causa a morte dessas.
Eu usei tudo entre aspas por serem suposições e comparações. Nada disso é fato, apenas teorias que fazem sentido, mas não necessariamente é o que o autor quis transmitir.
Por outro lado, a cena de introdução dessa vez já ficou bem clara. Talvez mais adiante no anime dê para juntar todas essas cenas e ter um entendimento mais forte de cada época que se passou até chegar ao que ‘hoje’ é a história. Ao menos ficou nítida a certa tentativa de samurais ou whatever tentando arrumarem o mundo anarquizando.
“Poupem tudo menos o Imperador da Luz Misericordiosa”
Sem contar isso, a animação desse início foi a melhor coisa de Shin Sekai até agora, sinceramente. O mistério pode ser instigante para uns, mas para outros é enjoativo e sonolento. Só consigo me prender realmente ao anime por fazer estas análises e sentir prazer em identificar as subliminaridades, que são ótimas. Por outro lado, é uma série com um público alvo. Não há ação. Não há emoção. Tem aflição. Tem expectativa.
A partir disso, Shin Sekai faz uma troca de cores mais produtiva em coração a um mistério apenas obscuro ou apenas explosivo. É praticamente um meio termo entre uma trilha sonora agonizante e ilustrações em uma matriz lilás.
Shin Sekai Yori #03
False Minoshiro
Continuamos com a mesma sistemática: a introdução mundana , o cotidiano das crianças e algo novo. Certamente, o início com os cinco amigos andando de canoa (?) e explorando o rio faz sentido, a cena dá um tom agradável ao suspense. Mas a trilha sonora dessa parte é abaixo de razoável. A sensação ao ver essa cena é fraca e não dá previsão para um mistério e nem para a aproximação com os personagens. Infelizmente, aqui encontramos um equilíbrio desagradável.
Nesse ponto, talvez Shin Sekai ainda venha a nos aproximar de seus personagens a ponto de que eles realmente pareçam humanos ao lidar com os mistérios desse mundo. Não é o que acontece, por enquanto eles aparentam ser bonecos para protagonizar algo. Eu vejo isso cada vez mais evidente de acordo com as vestimentas progressivamente estranhas para os ambientes. Não é como se fosse improvável haver aquilo, afinal, é uma ambientação de mil anos em um futuro desconstituído pelo poder ‘sobre-humano’ imaginado por um autor apenas. Mas, convenhamos, a estética dos personagens poderia ser melhor.
Em meio a isso, tivemos um episódio centrado em no conhecimento da fauna de Shin Sekai Yori. O que, não por termos biológicos, mas não me despertou interesse. Há uma função na série que relaciona a evolução vital dos seres humanos com essa nova diversidade de animais (e plantas?). Mas a questão é a seguinte: tirando o proveito que os governadores irão tomar de tal inovação da natureza, existe um propósito nisso no desenvolvimento do anime? É o que o episódio dá a entender e o que tentamos descobrir ao longo de vinte e poucos minutos com minoshiros, briguinhas e outros animais diversos.
As duas próximas imagens abaixo talvez sejam as únicas realmente úteis pra o entendimento dos personagens. Ainda que seja mais uma cena superficial, Saki se mostra sorridente ao lado de Satoru. Sim, brigas podem querer dizer amor, né? Enfim… E depois aparece o “resto” secundariamente viajando. Não que seja bem assim, principalmente levando em conta a progressão desse episódio, mas, inveja vem, inveja vai…
E há um cena extremamente passageira mas interessante, antes mesmo de eles comentarem sobre hipnose. Quando Saki olha vidrada para uma planta que, pelo o desenho que o garoto secundário aquele fazia, parecia se chamar Mão do Demônio. E ela deu uma olhada para tal elemento da flora e logo veio um close para as chamas hipnóticas da religião budista.
O fato é que, sendo algo sobrenatural ou apenas uma questão de complexo psicológico dos personagens, há um interferência, sim, do próprio ambiente de Shin Sekai com o que diz respeito à manipulação das pessoas.
Perto do quinto minuto do episódio o clima já se encaminha para um suspense decente. Fogueiras, historinhas de terror… Uma parte onde os personagens se mostram mais humanos. Em meio à noite temerosa eles riem como crianças de quatorze anos. E, pelo pouco que percebo a cada episódio, cada um desses protagonistas têm um tipo de personalidade condizente com um grupo revolucionário, guardadas evidentes proporções.
Satoru tem a evidência, o fato em si para discutir. Shun tem a argumentação, a opinião, é a própria discussão em pessoa. Maria questiona, ao menos sempre coloca um ponto diferente do já citado ou critica de modo raso o que foi dito. Saki é a ferramenta para tudo se concretizar. E Mamoru é o personagem secundário, aceitem isso ou tenham criatividade para inventar algo para um personagem monossilábico.
“Você não viria com uma história mais acreditável se você quisesse assustar alguém?” - Sem comentários.
A partir disso ficamos emplacados: nada se sabe sobre as verdades e qualquer palavra nesse texto se torna mera especulação. Um minoshiro, um animal completamente aleatório que vai contra as teorias dos poderes do cantus. Soa falso para o até então aprendizado dos garotos.
E, apesar de tudo o que foi dito até aqui, houve a primeira cena que pode ser dita levada a um romance. Pelo menos atmosfericamente. Digo, Saki e Shun juntos formaram um cenário digno e até melhor que qualquer outra relação pessoal já estabelecida até então.
Tudo sendo um grande mistério, junto de nossas hipóteses, causa uma leva de spoilers. Mas essa é uma das partes mais legais de um anime do tipo, onde o impacto real e o da expectativa entram em conflito.
Contudo, um minoshiro simplesmente vai contra as teorias do próprio interlocutor. Claro, tratando-se de uma narrativo, isso serve para colocar ainda mais um suspense, pois, mesmo sabendo que a narradora tem noção de todos os fatos, já que ela observa, a história é contada de forma a entender que ela mesma está aflita com os acontecimentos. Principalmente co a falta de entendimento dos acontecimentos.
O que nos leva ao fato de tudo resultar da mente inconsciente de um humano. Mas seria ridícula essa explicação, uma vez que uma obra como Shin Sekai já vem de alguma pessoa que subconscientemente encontrou artifícios para criar seu mundinho.
E, em meio a assuntos ridículos do anime, novamente surge o relacionamento: Satoru dá suas opiniões e sugestões até que todas as duas garotas sempre precisam de uma confirmação de Shun para aceitar isso. Se isso fosse levado de forma cômica, eu entenderia como uma parte interessante do slice of life. Mas o exagero disso, sempre em um meio dramático e as crianças com expressões de baixa estima, dá um feeling oposto, onde isso apenas tem relação com a história principal e o mistério.
Estranha a parte onde Shun nos serve como um guia ao dar sugestões sobre o que fazer por ali e termina dizendo: “[...] e, então, vamos comer em algum lugar com uma bela vista.” E há um close em Mamoru dizendo: “Comida.” Foi uma parte extremamente sem sentido, levando para o lado implícito da já presente subjetividade. Cena tão estranha que foi ela quem fez a transição de mais um parte alegre do episódio para um clima suspensivo.
Não sei, ele pode apenas ser um esfomeado inútil. Mas quando Mamoru mencionou novamente sobre comida foi que o tal suposto minoshiro apareceu. E esse mistério todo seria ótimo, mesmo que ainda sem noção, se não fosse pela estética da cena. Os animais, ainda que diferente, podendo ser um fator que proporcione temor, são mais cômicos que isso. E, mais uma vez, as roupas não ajudaram. Foi uma aplicação errada, mesmo que pudesse ser uma boa proposta de como seriam as vestes de crianças daqui a mil anos em um mundo utópico. Talvez esteja implicando demais com isso, mas realmente não me agradou.
E todas as evidências levam, novamente, ao fato de a própria fauna e flora serem invenções dos governadores. Quem sabe não são seres robóticos? Quem sabe não há realmente indústrias e meios tecnológicos eficientes fora desse mundo? Quem sabe teorias de Matrix não se vejam presentes aqui. Bem, esses são palpites realmente improváveis, servem mais para ficar com o fato em mente de que o mundo de Shin Sekai é planejado por alguém dali de dentro. Afinal, por que haveria o mesmo efeito entre ver um minoshiro e ver as chamas dos templos de dos budistas lá?
De qualquer forma, essas cinco crianças são o perigo para os governantes, já que pensam além da conta. Mas o que pode destruir seu senso revolucionário ainda são a inveja que até Maria demonstra em relação à Saki.
Com o final do episódio e as cláusulas deixadas por Saki ao ler a mente do minoshiro, fica evidente que é tudo algo maior para manipular as pessoas. E, segundos essas leis, a questão do Matrix não se torna tão absurda de aplicar às hipóteses.
É como se o tal minoshiro fosse uma invenção real e não inconsciente, ao contrário do que contam as histórias, de pessoas com maior domínio dos poderes que a nova humanidade conseguiu. São poderes fortes e difíceis de adquirir o suficiente para causar uma dominação mundial massiva. Como, por exemplo…

































\m/ MAGI & SHIN SEKAI YORI \m/
Engraçado. Eu não dou a mínima pra parte que, pelo que entendi, você gostou (o romance das crianças) mas acho a criação da atmosfera desse mundo sensacional. As roupas, os designs criativos dos animais, as lendas… é pra isso que eu tô vendo esse anime.
Talvez a morte das pessoas que veem o Minoshiro seja porque ele é uma fonte de conhecimento antigo. Os governadores da vila matam essas pessoas porque elas descobrem a verdade sobre o mundo. Só uma teoria ^^’
E realmente, você tem razão quanto a atmosfera. Shinsekai sofre de complexo de Another, não consegue balancear as coisas….
É bom lembrar também, que as pessoas que saem da linha ou não se encaixa com as propostas dos governantes desaparecem (como enunciando nos episodios 1 e 2).
Também gosto muito da atmosfera e do clima que é ambientado no anime, realmente, não é uma série pra todos, por ser segmentada, pode acabar sendo uma aposta ruim, mas até agora os elementos mostrados estão me agradando, e pelos comentários sobre quem leu a light novel, ainda fico com grandes expectativas. A animação continua de qualidade, os ost’s melhores ainda, só espero que no decorrer da série uma trama mais fechada seja definida pra então assim o enredo ter um objetivo.
Esse anime não é pra assustar… não sei de onde tiraram isso… é um sci-fi, e tudo ali é pensado pra causar estranhamento mesmo, as roupas, as casas, os bichos… mas terror jamais.
A teoria de matrix é a menos improvável de todas, e a aparição do falso minoshiro deixou tudo mais óbvio. O bicho é um andróide, uma fodendo biblioteca. Alta tecnologia. Aquela planta também parecia tudo menos uma planta, tinha bolor e moscas em volta… tava mais com cara de cadáver de alguma coisa.
Sinceramente, acho que isso do minoshiro matar as pessoas é irrelevante, pura distração, assim como o romance das crianças. IMO, o ponto central desse episódio é o conhecimento. Tipo, toda a literatura de 1000 anos atrás é proibida e a fauna mudou de repente nesse período sem ninguém saber direito o porquê. E a primeira coisa que a Saki faz quando descobre o falso minoshiro é pedir pra ler os arquivos, ou seja, pura transgressão. Pra um anime de 25 epis com essa narrativa, tá indo bem rápido.
Quis dizer que a teoria do matrix é menos IMprovável mesmo?
O mistério e o suspense estão agindo de um jeito que não é tão impactante mas deixe muitos intrigados. É relevante e, se analisado, chama a atenção, mas já vi que enche o saco de muita gente. Ou seja, a longo prazo não parece ser um anime que virá a ser bem sucedido.
E o que poderia salvar isso é um terror maior, uma ação. Aliás, em todo lugar que eu vejo, principalmente em blogs gringos, dizem que Shin Sekai é, sim, um terror. Até porque terror não precisa necessariamente ser explícito e assustar, apenas ter algo sobrenatural que promova o thriller. Porém, na maioria das vezes, esse terror acomete as pessoas, deixa cenas intrigantes e muitas vezes drenadas com sangue. Mas Shin Sekai se mostra um trabalho maior que Another mesmo sem isso, até agora. Como há muita coisa pela frente e o ritmo já se mostrou lento, ainda espero algo mais “macabro”, mesmo sem grandes esperanças.
Estou gostando muito mesmo de Shin Sekai Yori, espero não me decepcionar, como aconteceu com Another, por exemplo, que ia muito bem, mas falhou um pouco nos últimos episódios. Enfim, acho que Shin Sekai pode me surpreender muito daqui pra frente, pois pra mim esse já é o melhor anime da temporada.
Shinsekai Yori não é nada parecido com Another… nem em enredo base, nem em desenvolvimento e muito menos no felling passado.
Duas coisas completamente diferentes (tanto genero, cor e tom) , mas as pessoas estão “tentando” compara-las pois não acham argumentos para criticar Shinsekai… falta de argumento ou ter o que falar dá nisso.
Shinsekai está magnifico… de longe um dos melhores desta temporada.
Só uma correção… Aquilo no começo do episodio não era uma planta, e sim outra coisa. Parecia fruto do ovo de alguma criatura que eles “explodem” o ovo para poder criar a “mão do demonio”. Em seguida ele até lava o remo que fica sujo com a explosão do ovo… que por sinal possue um odor horrivel.
E Shun e Saki!
S2
http://randomc.net/image/Shin%20Sekai%20Yori/Shin%20Sekai%20Yori%20-%2003%20-%20Large%2010.jpg
Viu, ovo de alguma criatura (acho que é daquela cobra laranja)… no pé da “mão do demonio” vc ve a casca do ovo.
Só pra constar, eu sei que não dá pra comparar Shin Sekai com Another, pelos menos não em termos de gênero e tal. Eu só quis dizer que pra mim, Another foi o melhor de sua temporada e Shin Sekai está sendo o melhor desta. Minha comparação foi só em relação às minhas apostas de cada temporada. Apostei em Another, me decepcionei um pouco. Aposto agora em Shin Sekai. Espero não repetir a dose.
Olha, em alguns pontos, esse anime me parece de terror. Primeiro crianças que não se enquadram nos padrões do mundo desaparecem misteriosamente. Segundo, a lenda de um cemitério dentro da escola. Terceiro, a atitude que a Saki teve como minoshiro, o bicho apenas se defendia paralisando as pessoas momentaneamente. Depois que ele eh capturado, fica pedindo que parem a destruição que estão causando. (para mim, isso soou como um aviso para os seres humanos e não para o que as crianças estavam fazendo). A menina começa a falar que o bicho que começou, afinal ele estava apenas se defendendo, e começa a arrancar “partes do corpo” do minoshiro e pela atitude dela, me parece, que ela estava disposta a matar o minoshiro.
Eu fico pensando se realmente são crianças com essas atitudes e se forem crianças, realmente são de assustar.
Em todo caso, meu ponto de vista pode estar completamente equivocado e eu não ter percebido como eh o mundo do anime.
Eu to gostando de uma forma geral do anime, para quem gosta de mistérios estranhos ou coisas de outros mundos sem duvida é um anime que não pode ser dispensado, achei que seria mais chato do que realmente foi, e a partir desse terceiro episódio acho difícil que caia de qualidade tão cedo, bom vamos aguardar e conferir mais alguns episódios e pode preparar a pipoca porque está ficando interessante, embora lento…
Rayovac!
Vi só agora esse epi e fiquei curioso agora pra saber “qualé” daquele minoshiro/biblioteca ambulante